Como hoje é meu aniversário vou contar um pouquinho do porque da minha preocupação e dedicação às crianças e adolescentes...
Eu tive o privilégio de nascer em um lar cristão, meus pais eram separados, mas minha mãe sempre foi uma de mulher de Deus, excelente profissional e mãe equilibrada. O exemplo dela do meu avô e da minha avó despertou em mim um interesse pelas coisas de Deus e pelos problemas das crianças que me cercavam, desde bem pequena.
Aos 07 anos ganhei uma Bíblia Ilustrada do Novo Testamento, ler sobre o Sacrifício de Jesus me fez perceber o Amor de Deus por nós, aos 08 anos tive minha primeira experiência com Deus durante uma oração na igreja e foi muito marcante, aos 10 anos aprendi a usar minha fé e conheci o Poder de Deus, mas só tive meu encontro com Deus 04 dias após meu aniversário de 14 anos, porque, como todo adolescente, passei pela fase de questionar e contestar tudo entre 12 e 13 anos.
O que me fez seguir os caminhos de Jesus foi à base espiritual que tive, aprendi a vencer os problemas pela fé, ter Jesus como melhor amigo e Pai amado. E ninguém me obrigava a fazer nada, quanto mais ir à igreja, minha mãe me ensinou a fazer minhas próprias escolhas, ela sempre me incentivava a tentar encontrar a solução para os meus problemas, me explicava o motivo das minhas obrigações, e assim aprendi a observar e descobrir o que era melhor pra mim.
Um lar cristão, família estruturada, tias da escolinha que me ensinavam muitas coisas da bíblia, avos que me incentivavam a usar a fé e liberdade de escolha, esse foi o ambiente em que cresci, e eu sempre pensava que se as outras crianças tivessem isto, elas poderiam ser mais felizes, poderiam se tornar adultos melhores, então desde pequena meu sonho é levar Jesus e uma vida digna a todas as crianças do mundo.
Hoje aqui estou, educadora da EBI há 10 anos, levando Jesus e muito amor para crianças em orfanatos e comunidades carentes, e também estudante de história com o objetivo de pesquisar a vida das crianças e adolescentes ao longo da história e através disto fazer algo mais por elas.
Acredito que a única forma de ser um adulto feliz e realizado é ser uma criança feliz e realizada, por isso tento fazer um pouquinho, e sei que ainda é uma gotinha no oceano.

